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sábado, 17 de setembro de 2011

AVIBRAS AV VBL - Um malaio verde e amarelo

AVIBRAS AV VBL - Um malaio verde e amarelo

ORIGEM Por Anderson Barros
A família de veículos AV-VBL foi desenvolvida para atender à necessidade do exército da Malásia para uma viatura capaz de operar em conjunto com os sistemas Astros II. O contrato de fornecimento de sistemas Astros II que a Malásia assinou em 2000, no valor de duzentos e cinqüenta milhões de dólares com a Avibras Aeroespacial especificava que os veículos de suporte e C4I (Command, Control Communications and Intelligence) fossem baseados no chassi do Mercedes Benz Unimog U2150L, no lugar dos caminhões fora de estrada Tectran modelo VBT-2028 que utiliza o chassi do Mercedes Benz 2028-A 6x6.
Essa especificação resultou no desenvolvimento pela empresa brasileira Avibras do AV-VBL (Avibras Viatura Blindada Leve), para o Exercito da Malásia. Foram projetadas as versões AV-VCC (Viatura de Comando e Controle – Batalhão), AV-PCC (Viatura Posto de Comando e Controle – Bateria) AV- o AV-UCF (veículo de controle de tiro eletrônico) e AV-MET (Viatura Posto Meteorológico). Esses modelos variam na configuração interna, número de tripulantes e equipamentos instalados. Além dessas missões, a viatura pode ser empregada para reconhecimento, transporte de pessoal, ambulância, transporte de radar de vigilância, etc. O exército da Malásia exigiu contratualmente que a viatura fosse homologada pelo Exército Brasileiro, sendo o AV-VBL submetidos a testes de avaliação no Campo de Provas da Marambaia, pelo Centro Tecnológico do Exército (avaliação técnica) e pelo Centro de Avaliações do Exército (avaliação operacional).


Acima: O VBL original, com chassis Unimog, adquiridos pelas forças armadas malaias tinha um desenho que lembrava um carro forte anabolizado.



O CHASSIS ALEMÃO
O AV-VBL é construído sobre o Chassi do Mercedes Benz Unimog U2150L, idênticos aos usados pelo Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil. O Chassi foi alongado e sobre o mesmo foi construído uma estrutura monobloco em chapa de aço blindado. O compartimento de motor (Power Pack) fica alojado na dianteira do veiculo separados do compartimento da tripulação através de uma parede corta fogo e estrutural, com isolamento térmico/acústico. É interessante notar que o volante é do lado direito, já que se trata de um veículo destinado à Malásia. Obviamente, quaisquer exemplares eventualmente adquiridos pelo EB teriam a configuração normal.
O Exército da Malásia já é usuário do sistema ASTROS II desde 2002, quando receberam 18 exemplares do sistema ASTROS II juntos com os veículos AV-VBL de suporte e C4I (Command, Control Communications and Intelligence) que atualmente formam o Regimento Real de Artilharia (‘Rejimen Artileri DiRaja’ ). Em 2006 o Exercito da Malásia assinou um novo contato com a Avibras para o Fornecimento de mais 18 unidades do sistema ASTROS II. Porem para a surpresa da Avibras o governo da Alemanha proibiu a venda do Chassi dos veículos Mercedes Benz Unimog e dos caminhões Mercedes Benz 2028-A 6x6. A venda do chassi do Unimog foi proibida devido a Avibras estar desenvolvendo o veiculo blindado AV-VB4 RE Guará (concorrente direto do Dingo 2 Alemão). O que por muito pouco não causou a perda do contrato de exportação. Com a proibição do governo alemão levou a Avibras a procurar um novo parceiro no mercado internacional à empresa TATRA Veículos da Republica Tcheca.


Acima: O VBL tem capacidade de transpor até 1,2 m de profundidade em rios.



A EVOLUÇÃO MODULAR
Os novos veículos AV-VBL produzidos pela Avibras para o sistema Astros II e futuramente Astros 2020 utilizam os novos Chassis Tatra T-815-7 (versão 4x4) que possuem design modular permitindo que o sistema seja adaptável a qualquer necessidade. O sistema é composto por semi-eixos independentes, que possuem sistema de suspensão independente que permite aos veículos superar diversos obstáculos em velocidades mais elevadas do que veículos convencionais. O sistema central é tubular se estendendo ao longo de todo o veículo, cobrindo todas as partes do sistema de transmissão (a espinha dorsal do chassi é composta por um tubo rígido que elimina qualquer torção ou flexão). Os semi-eixos possuem suspensão independente, oscilando para cima e para baixo em torno da linha central, enquanto permite a cada semi-eixo o acompanhamento independente do terreno, permitindo assim o veículo percorrer o terreno seguindo a sua topografia. Todo o sistema é controlado por sistemas eletrônicos e utiliza o que há de mais moderno em sistema de suspensão e transmissão para veículos militares tornando-o um sistema bastante resistente e confiável.


Acima: O chassis Tatra foi escolhido para as novas viaturas VBL depois dos alemães embargarem a exportação do VBL com o chassi alemão Unimog.



PROTEÇÃO
O AV-VBL possui uma proteção balística efetiva e cada cliente escolhe o tipo de blindagem de acordo com suas necessidades a blindagem pode variar de projéteis de armas leves, como o 7,62X51 mm, até munição calibre 14,5 mm. Essa estrutura e fabricada pela Tectran engenharia, uma empresa subsidiaria do grupo Avibras. O assoalho é construído com proteção antiminas com revestimento interno anti-estilhaçamento. Um sistema de alerta de iluminação laser pode ser montado também, informando a tripulação de que o veiculo está sendo iluminado.


PROPULSÃO
Os primeiros AV-VBL construídos no chassi do Mercedes Benz Unimog é propulsado por um motor Mercedes Benz OM 366LA alimentado a diesel, e que produz 211 cv de força. A velocidade máxima é de 102 km/h em estrada. A autonomia é muito boa, chegando a 600 km. Os AV-VBL equipados com o chassi Tatra 4x4 são propulsados por um motor TATRA T3C-928-A0, EURO 3 alimentado a diesel que produz 321 cv de potencia. A velocidade máxima foi aumentada para 110 km/h e a autonomia caiu para 500 km. O AV-VBL possui capacidade de transpor cursos d’água com profundidades de até 1,2 m. Os freios são do tipo ABS e cada roda conta com um sistema central de calibragem dos pneus (CTIS).

ARMAMENTO
Inicialmente o AV-VBL foi desenvolvido para servir como veículo de suporte e C4I (Command, Control Communications and Intelligence), porém a viatura pode ser empregada em missões de reconhecimento e transporte de pessoal. Para atender essas missões o AV-VBL pode ser armado com metralhadoras calibre 7,62X51 mm e metralhadoras .50 (12,7 mm), de diversos modelos; lançadores de granadas calibre 40 mm; também pode ser armado com um lançador para mísseis BGM-71 TOW. O veículo possui, ainda, um sistema de navegação de satélites GPS e de uma unidade de navegação inercial.


Acima: O míssil antitanque BGM-71 TOW pode ser instalado no VBL aumentando substancialmente a sua capacidade de participar do combate.


O FUTURO
A Avibras desenvolveu um novo sistema de lançamento de foguetes que é uma evolução do Astros II e se chama Astros 2020 e passa a incorporar novos sistemas eletrônicos como painel digital, sistemas de comunicação criptografado via satélite. O armamento passa a incorporar foguetes guiados por GPS com maior alcance e poder de fogo e o míssil de cruzeiro de alta precisão AV-TM com alcance de 300 quilômetros. Apenas os veículos AV-LMU – (Veículo lançador), AV-VBA (manutenção) e o AV-RMD (veículo de remuniciamento) devem ser desenvolvidos sobre o chassi Tatra T-815-7 6x6. Já os veículos de suporte e C4I (Command, Control Communications and Intelligence), AV-VCC (veículo de controle de tiro), o AV-UCF (veículo de controle de tiro eletrônico) AV-CBO (Unidade de pesquisa, adaptada para utilização do sistema Astros contra unidades navais.) e o veículo AV-MET (estação meteorológica) deverão ser baseados nos blindados AV-VBL no qual a Avibras espera que se torne o veiculo base para dar suporte as novas baterias Astros II e Astros 2020. Porém a Avibras não descarta o uso dos veículos com tração 6x6 e 8x8 de acordo com as necessidades do Cliente.



Acima: O VBL pode ser transportado com facilidade por um avião C-130 Hércules, aumentando sua mobilidade.


FICHA TÉCNICA (AV-VCC Unimog)
Velocidade máxima: 102 Km/h.
Alcance Maximo: 600 Km.
Motor: Mercedes Benz OM 366LA, a diesel com intercooler que gera 177 cv de potencia.
Peso: 11,600 kg.
Tripulação: 8
Inclinação frontal: 60º.
Inclinação transvesal: 30º.
Obstáculo vertical: 0,50 m.
Passagem de vau: 1,2 m
Armamento: Uma metralhadora MAG 7,62mm ou 12,7mm (.50).


Fontes: Avibras Aeroespacial S.A, site Defesanet , site www.army-guide.com, site www. tatratrucks.com.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

M1 Abrams

O M1 Abrams é o principal carro de combate (Main Battle Tank) do Exército dos Estados Unidos da América, com três versões lançadas desde 1980: O M1, oM1A1 e o M1A2. As últimas versões do M1A2 dispõem de nova blindagem e electrónica. Foi baptizado em homenagem ao General Creighton Abrams, antigo comandante do 37º Batalhão Blindado, e entraria ao serviço em substituição do M47 Patton. Este carro de combate (Main Battle Tank) é considerado um dos mais eficientes veículos de combate do mundo, por empregar elevada tecnologia, além de possuir modernas blindagens, armamentos e sensores.
Desenvolvimento
Em março de 1972 foi iniciada em Fort Knox a equipe de trabalho que iria projetar o novo carro de combate MBT (Main Battle Tank). Os objetivos estabelecidos para o novo blindado foram: a sobrevivência da tripulação, probabilidade de impacto ao primeiro disparo, rapidez para fixar e alcançar o alvo, mobilidade em terrenos dificeis, sobrevivência do material, entre outros.O Exército dos EUA pediu o desenvolvimento dos protótipos à General Motors e à Chrysler.O novo tanque foi designado inicialmente como XM815.
Em outubro de 1973 começou a guerra do Yom Kippur no Médio Oriente, onde ocorreram as maiores batalhas entre carros de combate desde a II Guerra Mundial. Era imprescindível colocar no projecto do XM815 todas as lições aprendidas nesta guerra que enfrentou os M60 norte-americanos dos israelitas contra os T-62 soviéticos que os sírios e os egípcios utilizavam. Uma das novidades mais destacadas neste conflito foi o grande uso de mísseis anti-tanque AT-3 e de lança-rockets RPG-7 de origem soviética. Mas a lição mais importante foi que o tanque continuava a ser a arma dominante no campo de batalha. Enquanto isso o novo carro foi rebaptizado de XM1.
A General Motors e a Chrysler continuaram a desenvolver os seus protótipos, incorporando a blindagem Burlington. Os primeiros exemplares para a fase de validação foram entregues entre janeiro e abril de 1976. No início, o exército estava mais inclinado para o projeto General Motors mas a 11 de Novembro de 1976, a Chrysler foi declarada vencedora. Os primeiros exemplares foram entregues para avaliação em fevereiro de 1978, e a 6 de Maio de 1979 foi autorizada a produção com um ritmo lento do XM1.
Em fevereiro de 1981 foi aceite a sua produção em grande escala, tendo sido denominado Carro de combate com peça de 105 mm M1 Abrams, em honra do comandante de batalhão da 4ª Divisão Blindada durante a II Guerra Mundial, Creighton Abrams.
O seu batismo de fogo foi na Guerra do Golfo em 1991 e correu bem apesar de alguns problemas com a areia e o calor conseguiu vencer o principal tanque dos iraquianos o T-72 de fabrico russo que foi incapaz de competir com os Abrams já que nenhum foi destruído em combate.
Depois deste conflito foi desenvolvida uma nova versão o M1A2 que passou a ter um canhão de 120 mm, três metralhadoras (12,7 mm anti-aérea, 7,62 mm giratória na torre e 7,62 coxial). Ele resiste a impactos directos de projécteis antitanque e é vedado contra a radiação e armas químicas. O seu tamanho e o seu peso constituem a sua princiapal desvantagem, o avião norte-americano de maior envergadura o C-5 Galaxy só pode transportar um de cada vez. Além disso, o transporte marítimo desloca-se lentamente para estes equipamentos em situações de emergência. Nos Balcãs eram muito grandes para as pontes e estradas da região.
Utilizadores
  •  Estados Unidos (+- 8.800 unidades de M1 Abrams)
  •  Egito (1005 unidades de M1A1)
  •  Arábia Saudita (373 unidades de M1 Abrams)
  •  Kuwait (218 unidades de M1A2)
  •  Iraque (140 unidades de M1A1
  •  Austrália (59 unidades de M1A1
  •  Coreia do Sul
M1 Abrams
M1-A1 Abrams 1.jpg
Carro de combate M1 Abrams
TipoCarro de combate principal
Local de origem Estados Unidos
História operacional
Em serviço1980 - presente
Utilizadores Estados Unidos (+- 8.800 unidades de M1 Abrams)
 Egito (1005 unidades de M1A1)
 Arábia Saudita (373 unidades de M1 Abrams)
 Kuwait (218 unidades de M1A2)
 Iraque (140 unidades de M1A1)
 Austrália (59 unidades de M1A1)
 Coreia do Sul
GuerrasGuerra do Golfo, Guerra do Afeganistão (2001–presente) e Guerra do Golfo#Invasão e ocupação do Iraque em 2003
Histórico de produção
CriadorChrysler Defense (hoje General Dynamics Land Systems)
FabricanteLima Army Tank Plant (1980 -presente)
Detroit Arsenal Tank Plant (1982 - 1996)
Custo unitárioUS$6.21 milhão
Quantidade
produzida
9.000+
Especificações
Peso135 141 lb (61 300 kg)
Comprimento34,04 ft (10 m)
Largura12 ft (4 m)
Altura8 ft (2 m)
Equipa4 (comandante, artilheiro, carregador, condutor)

Blindagem do veículoChobham armour, RHA
Armamento
primário
M1: 105mm M68
M1A1 e M1A2: 120mm M256
Armamento
secundário
Uma metralhadora M2 .50 BMG (12.7 mm) e duas M240 7.62 mm MG
MotorTurbina/motor AGT-1500, Renk HSWL 354
1500 hp (1119 kW)
Peso/potência23,8095 hp/toneladas
TransmissãoAllison DDA X-1100-3B
SuspensãoBarra de torção
Capacidade de combustível1,900 l (500 US gallons; 420 imp gal)
Alcance
Operacional
M1: 498 km
M1A1: 465 km
M1A2: 391 km
VelocidadeEstrada: 67.72 km/h (42 mph)
Fora da Estrada (Off Road): 48.3 km/h (30 mph)
OCPA-2005-03-09-165522.jpg
  fonte: wikipedia

M113

M113
M113-batey-haosef-2.jpg
M113A1
Especificações
Peso12.300 kg
Comprimento4,863 m
Largura2,686 m
Altura2,5 m
Equipa2 tripulantes e até 11 soldados
Velocidade de saída66 km/h

Blindagem do veículoalumínio 12-38 mm
Armamento
primário
metralhadora 12,5 mm M2
MotorDetroit 6 cilindros diesel com 275 CV (104 kW) de potência
Peso/potência22,36 CV/ton
SuspensãoBarras de torção com 5 rodas
Alcance
Operacional
480 km
Velocidade66 km/h

O M113 é uma família de veículos blindados de transporte de pessoal de origem norte-americana, em serviço em muitos países.
É um veículo com lagartas, com capacidade anfíbia limitada a pequenos cursos de água, grande capacidade de deslocação todo-o-terreno e alta velocidade em estradas de terra batida. A família M113 engloba uma ampla gama de versões e modificações tanto para combate como para apoio de combate.
Foram produzidas cerca de 80.000 unidades de todos os tipos, tornando-o num dos veículos blindados mais utilizado de todos os tempos.
Construído tudo em alumínio, possui uma blindagem com capacidade limitada de proteção. Durante a Guerra do Vietnã recebeu o apelido de "Táxi de Combate".[carece de fontes?] Porém, suas primeiras versões eram também conhecidas pela fragilidade caso atingisse uma mina terrestre. Por essa razão, muitos soldados preferiam viajar sobre a cobertura do blindado ao invés de ocupar o seu compartimento interior.
Atualmente, no Iraque, o M113 ainda é amplamente utilizado pelo exército norte-americano, principalmente por pelotões de engenheiros e por grupos de patrulha. As versões mais comuns encontradas no Iraque são o M113A2 e M113A3. Nos anos seguintes à invasão do Iraque o M113 recebeu uma blindagem extra.[1] Chamada de "slat armor", é composta por barras metálicas que servem para detonar explosivos propelidos por foguete (RPG) atirados contra o blindado.

História

O M113 foi introduzido inicialmente em 1960, desenvolvido a partir do M59 e do M75, projectados pela Ford e pela Kaiser na década de 1950. O M113 foi inicialmente desenvolvido pela FMC de San José na Califórnia, obedecendo à pré-condição de ser uma "Família de Veículos Blindados Multiusos Aerotransportáveis" estabelecida pelo Exército dos Estados Unidos.

Combate


 
Blindados M113 modelo ACAV utilizados na Guerra do Vietnã.
Os modelos M113 formaram a maior parte dos esquadrões de blindados dos Estados Unidos durante a Guerra do Vietnã, utilizado principalmente para escolta de soldados.

No Brasil


 
M-113 do Exército Brasileiro.
O Exército Brasileiro recebeu 584 unidades do M113A1. No início dos anos 1980, buscou-se nacionalizar o maior número possível de componentes destes veículos, criando a versão M113BR. Atualizado pela empresa Motopeças, o M113 recebeu, entre outras modificações, um novo motor Mercedez Benz e uma nova transmissão.
O M113 nas versões M113 ACAV e M577 Command Post são também utilizados pelo Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha (CFN). Esses blindados dividem com o EE-9 Cascavel, EE-11 Urutu e o LVTP-7/AAVP-7 entre outros a linha de blindados dos Fuzileiros Navais brasileiros.
No dia 25 de novembro de 2010, blindados M113 foram utilizados pela Marinha em operações na zona norte do Rio de Janeiro, no auxilío a Polícia Militar, com o objetivo de coibir atos de violência organizada registrados em diferentes pontos do Estado.[2][1] Os blindados foram tripulados por fuzileiros navais e transportaram policiais da tropa de elite da polícia do Rio, o BOPE, até o local do confronto com os bandidos.

Versões

A flexibilidade do M113 permitiu que, a partir dele, fossem desenvolvidas inúmeras variantes, algumas pelo próprio fabricante, outras pelos seus utilizadores. As principais são:

M113 ACAV

Versão de Cavalaria Blindada, introduzida na Guerra do Vietnã principalmente para escolta a colunas. Caracterizava-se por possuir uma blindagem circular em forma de torre ao redor da metralhadora de 12.5mm e dois escudos menores com metralhadoras M-60 de calibre 7.62mm. alguns ACAV possuíam também uma blindagem adicional aplicada à prancha móvel posicionada na frente do veículo.

M113A1

Versão com motor Detroit a diesel, em substituição do original a gasolina, lançada em 1964. 6 cilindros em "V". Com 4 modelos de viaturas: - TP (Transporte de tropa) com capacidade para 11 militares armados e equipados mais 02 da guarnição; - Morteiro; - Socorro; e - Comando. Carro anfíbio. Atinge a velocidade de 64,3 km/h em terra e 4,7 km/h na água.

M113A2

Lançada em 1979, com arrefecimento e suspensão aperfeiçoados.[1]

M113A3

Versão com a capacidade aperfeiçoada de sobrevivência no campo de batalha, lançada em 1987.

M58 Wolf

Porta gerador de fumos para criação de cortinas de proteção visual e infra-vermelha.

M106

Porta-morteiros de 107 mm.

M113 AMEV

Ambulância com proteção blindada.

M113 Lynx

Veículo Blindado de Reconhecimento, em serviço no Canadá e nos Países Baixos.

M125

Porta-morteiros de 81 mm

M132

Veículo lança-chamas, dotado de uma torre com lança-chamas e metralhadora coaxial, mais tanques de combustível na traseira.

M163 Vulcan

Veículo de Defesa Antiaérea, equipado com uma peça antiaérea M6A1 composta de 6 canos 20mm.

M474

Veículo lançador de mísseis Pershing.

M548

Transporte de carga com lagartas, não blindado.

M577

Veículo posto de comando tático.

M730

Veículo de lançamento de mísseis antiaéreos Chaparral.

M901

Veículo de lançamento de mísseis anticarro TOW.
fonte: wikipedia

m108

O obus M108 é um americano com propulsão própria, 105 milímetros obus , pela primeira vez no início dos anos 1960.
 O M108 era alimentado por um turbo diesel de Detroit 8V-71T 8-cilindros do motor 405 hp. É usado o mesmo casco ea torre como o M109 obuseiro 155 milímetros auto-propulsão, e os componentes do veículo blindado M113. O M108 foi extinto logo após a intervenção americana na Guerra do Vietnã, como o M109 calibre de 155 milímetros foi considerado melhor preparado para a guerra moderna.
O M108 foi utilizada em vários NATO países.
Características gerais
  • Comprimento: 6,11 m
  • Largura: 3,15 m
  • Altura: 3,28 m
  • Peso: 21 t
  • Velocidade: 56 km / h (35 mph)
  • Alcance: 360 km
  • Tripulação: 5
  • Armamento:
    • Primária: M103 105 milímetros Howitzer
    • Secundário: calibre .50 (12,7 mm) metralhadora M2
  • Taxa de fogo: 4 rds / min
  • Campo de tiro: 11,5 km (HE) 15 km (HERA)

Usuários
  • Exército belga : 90 até 1980.
  • Exército Brasileiro : 72 M108AP
  • Exército Espanhol : 48
  • Exército Taiwan  : 100
  • Exército turco : 26 M108T
  • Exército dos EUA : retirada
  • Exército tunisiano : 48

M-108 no brasil
 Os M-108 brasileiros foram fornecidos em 1972. Tratou-se de unidades M-108 das que tinham sido fabricadas para entrega no inicio dos anos 60 ao exército norte-americano e que entretanto tinham sido retirados de serviço. Eram portanto unidades com muito pouco uso e bom estado geral.
Por causa dos problemas com o fornecimento de materiais e peças de reposição por parte dos Estados Unidos, os M-108 brasileiros foram submetidos no inicio dos anos 80 a um programa de modernização, cuja principal alteração consistiu na remoção do motor de origem norte-americana, por um motor fabricado pela Scania do Brasil, modelo DS-14 de 385 cavalos de potência. A alteração foi efectuada pela empresa Motopeças, que também efectuou a modernização do M-113 brasileiro.
O M-108 foi concebido em meados dos anos 50 e tinha como objectivo substituir o obus autopropulsado M-44 que tinha servido durante a II Guerra Mundial.
Ele partilha a maior parte dos componentes mecânicos dos seu irmão maior, o M-109.
Na verdade, o M-108 começou o seu desenvolvimento em meados dos anos 50 e só começou a ser entregue em 1962. Pouco tempo depois e durante o conflito no Vietname o M-108 foi considerado pouco adequado para a função de apoio de fogo às tropas, pelo que a preferência dos norte-americanos passou para a versão maior do M-108 que entretanto estava em desenvolvimento.
No entanto o M-108 foi fornecido a vários países europeus, e também às forças americanas estacionadas na Alemanha.

Fonte: Wikipedia e Area militar