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sábado, 17 de setembro de 2011

AVIBRAS AV VBL - Um malaio verde e amarelo

AVIBRAS AV VBL - Um malaio verde e amarelo

ORIGEM Por Anderson Barros
A família de veículos AV-VBL foi desenvolvida para atender à necessidade do exército da Malásia para uma viatura capaz de operar em conjunto com os sistemas Astros II. O contrato de fornecimento de sistemas Astros II que a Malásia assinou em 2000, no valor de duzentos e cinqüenta milhões de dólares com a Avibras Aeroespacial especificava que os veículos de suporte e C4I (Command, Control Communications and Intelligence) fossem baseados no chassi do Mercedes Benz Unimog U2150L, no lugar dos caminhões fora de estrada Tectran modelo VBT-2028 que utiliza o chassi do Mercedes Benz 2028-A 6x6.
Essa especificação resultou no desenvolvimento pela empresa brasileira Avibras do AV-VBL (Avibras Viatura Blindada Leve), para o Exercito da Malásia. Foram projetadas as versões AV-VCC (Viatura de Comando e Controle – Batalhão), AV-PCC (Viatura Posto de Comando e Controle – Bateria) AV- o AV-UCF (veículo de controle de tiro eletrônico) e AV-MET (Viatura Posto Meteorológico). Esses modelos variam na configuração interna, número de tripulantes e equipamentos instalados. Além dessas missões, a viatura pode ser empregada para reconhecimento, transporte de pessoal, ambulância, transporte de radar de vigilância, etc. O exército da Malásia exigiu contratualmente que a viatura fosse homologada pelo Exército Brasileiro, sendo o AV-VBL submetidos a testes de avaliação no Campo de Provas da Marambaia, pelo Centro Tecnológico do Exército (avaliação técnica) e pelo Centro de Avaliações do Exército (avaliação operacional).


Acima: O VBL original, com chassis Unimog, adquiridos pelas forças armadas malaias tinha um desenho que lembrava um carro forte anabolizado.



O CHASSIS ALEMÃO
O AV-VBL é construído sobre o Chassi do Mercedes Benz Unimog U2150L, idênticos aos usados pelo Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil. O Chassi foi alongado e sobre o mesmo foi construído uma estrutura monobloco em chapa de aço blindado. O compartimento de motor (Power Pack) fica alojado na dianteira do veiculo separados do compartimento da tripulação através de uma parede corta fogo e estrutural, com isolamento térmico/acústico. É interessante notar que o volante é do lado direito, já que se trata de um veículo destinado à Malásia. Obviamente, quaisquer exemplares eventualmente adquiridos pelo EB teriam a configuração normal.
O Exército da Malásia já é usuário do sistema ASTROS II desde 2002, quando receberam 18 exemplares do sistema ASTROS II juntos com os veículos AV-VBL de suporte e C4I (Command, Control Communications and Intelligence) que atualmente formam o Regimento Real de Artilharia (‘Rejimen Artileri DiRaja’ ). Em 2006 o Exercito da Malásia assinou um novo contato com a Avibras para o Fornecimento de mais 18 unidades do sistema ASTROS II. Porem para a surpresa da Avibras o governo da Alemanha proibiu a venda do Chassi dos veículos Mercedes Benz Unimog e dos caminhões Mercedes Benz 2028-A 6x6. A venda do chassi do Unimog foi proibida devido a Avibras estar desenvolvendo o veiculo blindado AV-VB4 RE Guará (concorrente direto do Dingo 2 Alemão). O que por muito pouco não causou a perda do contrato de exportação. Com a proibição do governo alemão levou a Avibras a procurar um novo parceiro no mercado internacional à empresa TATRA Veículos da Republica Tcheca.


Acima: O VBL tem capacidade de transpor até 1,2 m de profundidade em rios.



A EVOLUÇÃO MODULAR
Os novos veículos AV-VBL produzidos pela Avibras para o sistema Astros II e futuramente Astros 2020 utilizam os novos Chassis Tatra T-815-7 (versão 4x4) que possuem design modular permitindo que o sistema seja adaptável a qualquer necessidade. O sistema é composto por semi-eixos independentes, que possuem sistema de suspensão independente que permite aos veículos superar diversos obstáculos em velocidades mais elevadas do que veículos convencionais. O sistema central é tubular se estendendo ao longo de todo o veículo, cobrindo todas as partes do sistema de transmissão (a espinha dorsal do chassi é composta por um tubo rígido que elimina qualquer torção ou flexão). Os semi-eixos possuem suspensão independente, oscilando para cima e para baixo em torno da linha central, enquanto permite a cada semi-eixo o acompanhamento independente do terreno, permitindo assim o veículo percorrer o terreno seguindo a sua topografia. Todo o sistema é controlado por sistemas eletrônicos e utiliza o que há de mais moderno em sistema de suspensão e transmissão para veículos militares tornando-o um sistema bastante resistente e confiável.


Acima: O chassis Tatra foi escolhido para as novas viaturas VBL depois dos alemães embargarem a exportação do VBL com o chassi alemão Unimog.



PROTEÇÃO
O AV-VBL possui uma proteção balística efetiva e cada cliente escolhe o tipo de blindagem de acordo com suas necessidades a blindagem pode variar de projéteis de armas leves, como o 7,62X51 mm, até munição calibre 14,5 mm. Essa estrutura e fabricada pela Tectran engenharia, uma empresa subsidiaria do grupo Avibras. O assoalho é construído com proteção antiminas com revestimento interno anti-estilhaçamento. Um sistema de alerta de iluminação laser pode ser montado também, informando a tripulação de que o veiculo está sendo iluminado.


PROPULSÃO
Os primeiros AV-VBL construídos no chassi do Mercedes Benz Unimog é propulsado por um motor Mercedes Benz OM 366LA alimentado a diesel, e que produz 211 cv de força. A velocidade máxima é de 102 km/h em estrada. A autonomia é muito boa, chegando a 600 km. Os AV-VBL equipados com o chassi Tatra 4x4 são propulsados por um motor TATRA T3C-928-A0, EURO 3 alimentado a diesel que produz 321 cv de potencia. A velocidade máxima foi aumentada para 110 km/h e a autonomia caiu para 500 km. O AV-VBL possui capacidade de transpor cursos d’água com profundidades de até 1,2 m. Os freios são do tipo ABS e cada roda conta com um sistema central de calibragem dos pneus (CTIS).

ARMAMENTO
Inicialmente o AV-VBL foi desenvolvido para servir como veículo de suporte e C4I (Command, Control Communications and Intelligence), porém a viatura pode ser empregada em missões de reconhecimento e transporte de pessoal. Para atender essas missões o AV-VBL pode ser armado com metralhadoras calibre 7,62X51 mm e metralhadoras .50 (12,7 mm), de diversos modelos; lançadores de granadas calibre 40 mm; também pode ser armado com um lançador para mísseis BGM-71 TOW. O veículo possui, ainda, um sistema de navegação de satélites GPS e de uma unidade de navegação inercial.


Acima: O míssil antitanque BGM-71 TOW pode ser instalado no VBL aumentando substancialmente a sua capacidade de participar do combate.


O FUTURO
A Avibras desenvolveu um novo sistema de lançamento de foguetes que é uma evolução do Astros II e se chama Astros 2020 e passa a incorporar novos sistemas eletrônicos como painel digital, sistemas de comunicação criptografado via satélite. O armamento passa a incorporar foguetes guiados por GPS com maior alcance e poder de fogo e o míssil de cruzeiro de alta precisão AV-TM com alcance de 300 quilômetros. Apenas os veículos AV-LMU – (Veículo lançador), AV-VBA (manutenção) e o AV-RMD (veículo de remuniciamento) devem ser desenvolvidos sobre o chassi Tatra T-815-7 6x6. Já os veículos de suporte e C4I (Command, Control Communications and Intelligence), AV-VCC (veículo de controle de tiro), o AV-UCF (veículo de controle de tiro eletrônico) AV-CBO (Unidade de pesquisa, adaptada para utilização do sistema Astros contra unidades navais.) e o veículo AV-MET (estação meteorológica) deverão ser baseados nos blindados AV-VBL no qual a Avibras espera que se torne o veiculo base para dar suporte as novas baterias Astros II e Astros 2020. Porém a Avibras não descarta o uso dos veículos com tração 6x6 e 8x8 de acordo com as necessidades do Cliente.



Acima: O VBL pode ser transportado com facilidade por um avião C-130 Hércules, aumentando sua mobilidade.


FICHA TÉCNICA (AV-VCC Unimog)
Velocidade máxima: 102 Km/h.
Alcance Maximo: 600 Km.
Motor: Mercedes Benz OM 366LA, a diesel com intercooler que gera 177 cv de potencia.
Peso: 11,600 kg.
Tripulação: 8
Inclinação frontal: 60º.
Inclinação transvesal: 30º.
Obstáculo vertical: 0,50 m.
Passagem de vau: 1,2 m
Armamento: Uma metralhadora MAG 7,62mm ou 12,7mm (.50).


Fontes: Avibras Aeroespacial S.A, site Defesanet , site www.army-guide.com, site www. tatratrucks.com.

domingo, 14 de agosto de 2011

Carro sobre Lagarta Anfíbio

O Carro sobre Lagarta Anfíbio (CLAnf) ou AAV7A1 é um veículo blindado de transporte de pessoal desenvolvido pela BAE Systems nos Estados Unidos da América. É empregado, entre outros, pelo United States Marine Corps (USMC) e pelo Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil em desembarques anfíbios, dando proteção e mobilidade aos Fuzileiros Navais. Foi inicialmente chamado de LVTP7 e surgiu como substituto do então obsoleto LVTP5.

O AAV7A1 guarda grande similaridade com o veículo de combate de infantaria Bradley. Pode ser imaginado como uma versão do Bradley, porém anfíbio, feito e pensado para ser desembarcado a alguma distância da costa e dar proteção aos fuzileiros navais e tropas a atacar uma praia.

No entanto, cedo se verificou que o veículo, sendo embora eficiente no que diz respeito a proteção durante o desembarque, era muito pouco protegido e blindado, para permitir a sua utilização segura, no decurso de uma operação em que fosse necessário prosseguir para o interior. O principal problema é a vulnerabilidade do veículo a equipamentos como os Lança Granada-Foguete do tipo RPG-7 e outros. Para reduzir os problema, a blindagem foi redesenhada dando origem ao AAV7-A1, diversas unidades antigas foram atualizadas para o novo padrão

Operadores





  • Estados Unidos - 1.311 Argentina - 21 LVTP7s, cerca de 10 atualizados localmente.
  • Brasil - 23 AAV-7A1, 2 LVTC-7A1 e 1 LVTR-7A1
  • Itália - 35 LVPT7s, 25 atualizados para o padrão AAV-7A1 standard.
  • Coreia do Sul - 162
  • Taiwan - 54
  • Espanha - 16
  • Tailândia - 24
  • Venezuela - 11 AAVT-7s, (1 AAVTC-7 +1AAVTR-7 +9AAVTP-7).
Ficha tecnica do: CFN Carro Lagarta Anfíbio Mod. 7A1
  • Fabricação: BAE SYSTEMS (EUA)
  • Emprego: Desembarque anfíbio com tropa embarcada, com proteção blindada
  • Armamento: - Lançador automático de granadas M275
  • Metralhadora: calibre .50

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Leopard

O Leopard 1 é um carro de combate projetado e produzido na Alemanha. Entrou em serviço em 1965.
O Leopard possui um projeto tradicional e é conhecido por sua velocidade fora de estrada. Está armado com com o canhão 105 mm L7 da Royal Ordnance, o mesmo empregado no Tamoyo III e do M60 (Tank).
6.485 veículos foram construídos, 4.744 carros de combate e 1.741 outros para diversas funções, como o Gepard, antiaéreo.
Desde 1990, o Leopard 1 vem gradualmente sendo relegado a funções secundárias na maioria dos exércitos, com exceção dos exército Canadense e exército australiano, que pretendem substituí-lo.

Desenvolvimento

Leopard 1

O projeto do Leopard começou em novembro de 1956 para substituir os carros de combate M47 e M48 em uso no Exército da Alemanha Ocidental. O veículo deveria ser leve, resistir a tiros rápidos de 20mm de qualquer lado e ter proteção NBc. A mobilidade teve prioridade em relação ao poder de fogo e a blindagem, considerando-se as modernas armas antitanque. As primeiras entregas ocorreram em 1965 e diversos países europeus adquiriram o veículo. Por restrições impostas pela política de venda de armas da Alemanha, exportações para Grécia, Espanha e Chile [1]foram vetadas, pois nesta época, tais países estavam sob regimes totalitários. Estes países acabaram por adquirir o AMX 30.

Leopard 1A1

Depois da entrega do primeiro lote, os três seguintes já foram do modeloLeopard 1A1. Esta versão inclui um novo sistema de estabilização do canhão, que efetivamente permite o tiro em movimento. O Leopard 1A1 também possui uma proteção ao longo das laterais para proteger a parte superior das lagartas.
Entre 1974 e 1977, todos os veículos foram atualizados para a versão 1A1A1 com blindagem adicional na torre. Em 1980, foram atualizados com o intensificador de imagens noturnas PZB 200, surgindo a versão 1A1A2. Uma alteração no sistema de rádio originou a 1A1A3.

Leopard 1A2

A versão seguinte do Leopard foi a 1A2 que fabricada entre 1972 e 1974. Esta versão possuía uma torre mais pesada e melhor blindada. Recebeu como atualização o intensificador de imagens noturnas PZB 200, versão 1A2A1, e rádios digitais, versão 1A2A2. O Leopard 1A2A3 tem ambas atualizações.

Leopard 1A3

A versão 1A3 teve a suspensão reforçada e uma proteção melhor para a sua nova torre com melhor blindagem. Recebeu as mesmas atualizações da versão 1A2: intensificador de imagens, 1A3A1; rádios digitais, versão 1A2A2; e ambas, 1A2A3.

Leopard 1A4

O versão 1A4 foi a última a ser produzida. É similar à versão A3, porém com um sistema integrado de controle de tiro.

Leopard 1A5

A partir de 1983, foram incorporados sistemas derivados daqueles desenvolvidos para o Leopard II, como o sistema de controle de tiro EMES-18 com telêmetro laser e visão termal para o combate noturno e o sistema ótico da Zeiss. Estas atualizações foram feitas em veículos das versões 1A3 e 1A4.
Emprego no Brasil
 
Leopard AS1 Australiano
 
Bergepanzer, Viatura socorro
 
Gepard, Veículo antiaéreo
Na década de 60, o Exército Brasileiro adquiriu centenas de unidades do carro de combate M41 Walker Bulldog que se tornaram o principal carro de combate brasileiro. Estes são tanques leves de 23,5 toneladas, pois o sistema rodoviário e ferroviário brasileiro não comporta o translado de veículos maiores.
Como o desenvolvimento de veículos nacionais, o Tamoyo e o EE-T1 Osório, foi paralisado, e o M41 se aproximava do fim de sua vida útil, o Brasil procurou no mercado internacional veículos que pudessem substituí-lo. Entre as opções disponíveis, o Leopard 1 pesa 42,4 toneladas, o M60, por exemplo, aproximadamente 56.
O Exército Brasileiro selecionou o Leopard e adquiriu 128 unidades usadas do Leopard 1A1 da Bélgica com treinamento, ferramental e peças. Interferências políticas levaram a aquisição de 91 carros de combate M60 dos EUA. Os 128 Leopards foram recebidos entre 1997 e 2000. Os M60 e os Leopards foram os primeiros MBTs (Main Battle Tank) do Exército, e causaram uma revolução no treinamento das equipagens e na estrutura de transporte, manutenção e suprimento
Além destes veículos, foram adquiridos 1 Leopard Escola , 2 Leopards viatura de socorro e dois Leopard Sabiex Hart
Um segundo lote foi adquirido em 2006. Estes veículos serão primeiramente manutenidos e entregues prontos para o combate até 2010. O Leopard 1A5 irá exercer a função atual da versão 1A1, como principais carros de combate brasileiros, enquanto os 1A1 e M60 substituirão os M41 remanescentes. Este lote sera composto por 250 Viaturas Blindadas de Combate Carro de Combate (VBC CC), sete Viaturas Blindadas Especializadas (VBE) Socorro, quatro VBE Lançadora de Ponte, quatro VBC Engenharia e quatro VBE Escola para Motorista.

Modernização

Algum tempo depois de o exercito ter adquirido os Leopard 1A5 especialistas militares indicaram que os leopards poderiam ser modernizados no brasil trazendo melhorias como uma copia do EE-T1 Osório como o seu motor de 1040hp a sua torre armada com um canhão de 120mm Da Giat além de melhorias na blindagem não se sabe se estas são as intenções do exercito brasileiro.

Operadores

Países que operaram ou operam o Leopard I:
  • Alemanha Alemanha (2437)
  • Austrália Austrália (90 Leopard 1A3)
  • Bélgica Bélgica (334)
  • Brasil Brasil (128 Leopard 1A1 e 240 Leopard 1A5 [5])
  • Canadá Canadá (114 C2 - 1A5 atualizado)
  • Chile Chile (202 Leopard 1V, sendo substituídos pelo Leopard 2)
  • Flag of Denmark.svg Dinamarca (230 Leopard 1A5s, 120 desses 1A5DK)
  • Grécia Grécia (335)
  • Itália Itália (920)
  • Noruega Noruega (172)
  • Países Baixos Países Baixos (468)
  • Turquia Turquia (450)
A Bélgica deve fornecer 45 unidades para o Líbano.
Leopard I
Leopard-1-latrun-1.jpg
Leopard 1A1 do Exército Australiano
TipoCarro de combate principal de batalha
Local de origem Alemanha Ocidental
História operacional
UtilizadoresVer texto
Histórico de produção
FabricantePorsche, Rheinmetall e Borgward
Especificações
Peso93 474 lb (42 400 kg)
Comprimento31,3 ft (9,54 m)
Largura11,06 ft (3,37 m)
Altura8,66 ft (2,64 m)
Equipa4 (comandante, motorista, atirador, auxiliar do atirador)

Blindagem do veículoAço, 70 mm (máximo), 10mm (mínimo)
Armamento
primário
1 x 105mm Royal Ordnance L7A3 L/52, 55 munições
Armamento
secundário
2 x 7.62 mm MG 3 (co-axial e para o aux. atirador)5.500 munições
MotorMTU MB 838 CaM 500, 10-cilindros motor multi-fuel
830hp (620 kW) a 2200 RPM
Peso/potência19,7 hp/tonelada
Capacidade de combustível37,4 litros
Alcance
Operacional
373 mi (600 km) estrada e 280 mi (450 km) cross-country
Velocidade65 km/h estrada e 30 Km/h terra

EE-9 Cascavel

O EE-9 Cascavel é um carro de reconhecimento mecanizado criado a partir do CRR e do M8 Greyhound. Desenvolvidos pela Engesa, o Urutu e o Cascavel foram grandes sucessos de exportação. Os dois veículos possuem muitos componentes em comum e utilizam a suspensão Engesa Boomerang.
Descrição
O EE-9 Cascavel, foi desenvolvido no Brasil pela empresa ENGESA, de S. José dos Campos (São Paulo), conforme especificações do exército brasileiro. O EE-9 não esconde a grande influência que recebeu do carro de reconhecimento M-8 de fabrico norte-americano, que na prática veio substituir.
O EE-9 foi um enorme sucesso de exportação e foi vendido para a Bolívia, Burkina-Faso, Chade, Chile, Colômbia, Chipre, Equador, Gabão, Gana, Irã, Iraque, Libia, Nigéria, Paraguai, Suriname, Togo, Tunísia, Uruguai e Zimbabwe, além de outros países não referidos. No total foram fabricados 1.738 destes veículos.
O Cascavel, é um veículo de reconhecimento e foi feito para poder ser "incrementado" à medida do cliente, podia ser armado, por exemplo, com telêmetro a LASER, manga de supressão de fumaça, sistema eletrônico de controle de tiro, entre outras sofisticações para a altura (anos 1980). Ainda se encontra em serviço em vários países e decorre neste momento um programa de modernização dos EE-9, bem assim como dos EE-11, que lhes permitirá continuar ao serviço pelo menos até á segunda década do século XXI.
Foram fabricados ao todo 1.738 veículos, 409 para o Brasil. As outras unidades foram exportadas para Bolívia, Burkina-Faso, Chade, Chile, Colômbia, Chipre, Equador, Gabão, Gana, Irã, Iraque, Líbia, Nigéria, Paraguai, Suriname, Togo, Tunísia, Uruguai e Zimbabwe.
Com alta velocidade e boa direção em estradas pavimentadas, esse carro foi muito requisitado na Guerra do golfo. O Exército Brasileiro está desenvolvendo um programa de revitalização destes veículos, de modo a estender sua vida útil.
Historia
Família de carros de combate ligeiros de origem brasileira, inspirada no M-8 Greyhound, que deu origem ao veículo Cascavel, fabricado no Brasil pela empresa ENGESA. Além do Cascavel, foi igualmente produzido o URUTU, que comparilha com o Cascavel grande parte dos componentes mecânicos, embora se trate na realidade de veículos con utilizações completamente diferentes.
Quer os carros Urutu, quer os Cascavel, foram sucessos de vendas no mercado internacional de armamentos, onde o seu principal argumento de vendas foi a simplicidade de operação e manutenção, conjugada com um preço mais barato que alguns dos seus congêneres.
Com base nesta plataforma foi ainda desenhado o veículo Sucuri-I, armado com um canhão de 105mm para a função antitanque, cujo projecto evoluiu posteriormente para o Sucuri-II, o qual já se afastava consideravelmente da sua matriz original. Este veículo não chegou porém a entrar em produção.
Guerra do Golfo
A batalha do Iraque carro blindado EE-9 Cascavel destruido, 28 de fevereiro de 1991.
O cascavel foi Amplamente utilizado durante a Guerra do Golfo pelo Iraque que não soube utilizar os cascavéis em combate pois não se aproveitou da mobilidade e do armamento do 90 mm mesmo sendo um veículo de blindagem fraca e não podendo se opor a Grandes carros de combate como o M1 Abrams ou Challenger 1 o grande erro das forças Iraquianas foi enterrar os Blindados na areia do Deserto deixando apenas a torre a mostra reduzindo suas chances de sobrevivência no campo de batalha já que o ponto forte deste veículo era mobilidade poderia ter sido utilizado como apoio de fogo pois poderia disparar e se locomover com rapidez mesmo contra veículos maiores
Munições
Cascavel do Exercito Brasileiro
O cascavel pode disparar uma quantidade considerável de espécies de Munições pelo seu canhão de 90 mm.
  • HE-T
Tiro completo,, engastado, com granada de alto explosivo, traçante.
  • EMPREGO
Contra pessoal ou alvos leves
  • HEAT-T
Tiro completo, engastado, com granada inerte, traçante.
  • EMPREGO
Exercício
  • Smoke WP-T
Tiro completo, engastado, com granada fumígena incendiária, traçante.
  • EMPREGO
Fumígena, incendiária
  • HESH-T
Tiro completo, engastado, com granada de alto explosivo plástico, traçante.
  • EMPREGO
Contra blindagens leves, edificações, etc.
Principais Utilizadores
  •  Brasil
  • Designação Local:EE-9 Cascavel
  • Quantidade Máxima:409 - Quantidade em serviço:243
  • Situação operacional: Em serviço
O EE-9 foi desenvolvido quase simultâneamente com o blindado de transporte anfíbio EE-11 Urutu, com o qual partilha grande parte dos sistemas. Os primeiros EE-9 foram equipados com uma torre com peça de 37mm, como a dos M-8 americanos ao serviço do exército brasileiro, sendo que posteriormente lhe foi adicionada a torre de 90m que equipou os AML Panhard franceses. Mais tarde a peça de 90mm seria completamente nacionalizada e produzida no Brasil pela Engesa.
  •  Iraque
  • Designação Local:EE-9 Cascavel
  • Quantidade Máxima:364 - Quantidade em serviço:35
  • Situação operacional: Em serviço
O Iraque foi o principal cliente do veículo de reconhecimento Cascavél, antes da primeira guerre no golfo que se seguiu à invasão do Kuwait. Os iraquianos utilizaram este veículo com sucesso no conflito contra o Irã e posteriormente na invasão do Kuwait. O Cascavel foi aliás o veículo mais visivel numa das imagens mais conhecidas da invasão daquele pequeno país.
Durante a operação que levou à libertação do Kuwait vários foram destruidos pelos norte-americanos, para o que contribuiu a sua deficiente blindagem, mas também a utilização táctica que os iraquianos deram ao veículo.
Sendo essencialmente um carro de reconhecimento, ainda que poderosamente armado, ele tem a sua principal vantagem na sua elevada velocidade, que lhe permite quebrar o contato com o inimigo. Ora os iraquianos utilizaram o Cascavel como peça de artilharia fixa, enterrando o veículo. O objetivo dos iraquianos era o de proteger as laterais do Cascavel enterrando o veículo e oferecendo um alvo tão pequeno quanto possível. O Iraque também utilizou os Cascavel restantes durante a segunda guerra do golfo em 2003.
Em 2008, os militares norte-americanos recuperaram 35 unidades deste veículo e entregaram-nos ao novo exército iraquiano que os deverá utiizar em operações de vigilância e manutenção da ordem.
  •  Líbia
  • Designação Local:EE-9 Cascavel
  • Quantidade Máxima:200 - Quantidade em serviço:100
  • Situação operacional: Desconhecido
A Líbia foi um dos primeiros países a adquirir este veículo blindado, e também a primeira a utiliza-lo do ponto de vista operacional, em confrontos fronteiriços com o Egito, em que foi utilizada a rapidez dos Cascavel, para cercar as tropas aerotransportadas egipcias com o superior poder de fogo dado pelos canhões de 90mm.
Embora não haja dados concretos, no início de 2006 estimava-se que ainda estivessem ao serviço metade dos Cascavel adquiridos. Um dos problemas do Cascavel continua a ser a deficiente proteção do motor contra a areia do deserto.
  •  Colômbia
  • Designação Local:EE-9 Cascavel Mk.IV
  • Quantidade Máxima:126 - Quantidade em serviço:120
Situação operacional: Em serviço
Grande parte dos EE-9 Cascavel da Colombia ainda estão ao serviço. Cerca de 1/3 deles foram modernizados e existem planos para proceder à modernização de um número não discriminado.
Além da encomenda inicial, foram recebidas mais algumas unidades.
  •  Chipre
  • Designação Local:EE-9 Cascavel
  • Quantidade Máxima:124 - Quantidade em serviço:124
  • Situação: Em serviço
Um dos países a utilizar maior quantidades de veículos Cascavel, que foram utilizados nos anos 1990, juntamente com a frota de tanques AMX-30 do país. A frota de carros Cascavel, foi considerada em muito bom estado de conservação durante os anos 1990 e em 2006 ainda se encontra ao serviço.
Versões desse Veículo
  • EE-9 Cascavel I - Versão primária criada com um canhão de 37mm
  • EE-9 Cascavel MK II - Versão melhorada com um canhão de 90mm
  • EE-9 Cascavel 3 - Versão com transmissão aperfeiçoada
  • EE-9 Cascavel 4 - Versão final com motor melhor e ótica noturna melhorada
EE-9 Cascavel
EE-9 Cascavel.jpg
EE-9 Cascavel do Equador
TipoVeículo Blindado
Local de origem Brasil
História operacional
Em serviço1980? -presente
Utilizadores Argélia
 Bolívia
 Brasil
 Burkina Faso
 Chipre
 Colômbia
 Equador
 Irã
 Iraque
 Líbia
 Marrocos
 Myanmar
 Paraguai
 Qatar
 Suriname
 Uruguai
 Venezuela
 Zimbabwe
Histórico de produção
FabricanteEngesa
Quantidade
produzida
1.738
Variantes4 (ver texto)
Especificações
Peso24 030 lb (10 900 kg)
Comprimento17,06 ft (5,2 m), (com o canhão 6,2 m)
Largura8,66 ft (2,64 m)
Altura8,79 ft (2,68 m)
Equipa3 (Comandante, Atirador e Motorista)

Blindagem do veículomáxima 16 mm Mínima 10 mm
Armamento
primário
1 x 90mm CM90 Mk.3 (Calibre: 90mm - Alcance estimado de 1.6Km a 3.5Km)
Armamento
secundário
1 x Mag 7,62 milímetros (coaxial)
MotorDetroit Diesel 6V-53N 6cyl
212HP
Peso/potência19.449
SuspensãoTração 6 X 6, Boomerang
Alcance
Operacional
547 mi (880 km)
Velocidade100 km/h estrada e 75 km/h em terra